quinta-feira, 24 de março de 2016

Treinamento básico do legionário - Legião Estrangeira.


O treinamento básico é conduzido pelo 4º Regimento da Legião Estrangeira e tem uma duração de 15 semanas:
  • Treinamento inicial de 4 semanas — iniciação ao estilo de vida militar; atividades de campo; aprendizado das tradições da Legião Estrangeira;
  • Marcha do "quepi branco" e cerimonia de graduação — 1 semana;
  • Treino técnico e prático, alternando entre quartel e campo — 3 semanas;
  • Treino em montanha (chalé Formiguère na região dos Pirenéus franceses) — 1 semana;
  • Novo treino técnico e prático, alternando entre quartel e campo — 2 semanas;
  • Exames e obtenção do certificado técnico elementar — 1 semana;
  • Marcha do final do treinamento básico — 1 semana;
  • Escola de veículos pesados e caminhões — 1 semana;
  • Retorno a Aubagne antes da partida para o regimento onde irá servir — 1 semana.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Legião Estrangeira Espanhola.

 
 
A Legião Espanhola é uma força de elite do Exército de Terra Espanhol, composta atualmente pela Brigada da Legião Rey Alfonso XIII (BRILEG), o Tercio Gran Capitán 1º da Legião e o Tercio Duque de Alba 2º da Legião. A BRILEG está enquadrada nas Forças Ligeiras do Exército Espanhol e é composta pelos Tercios Don Juan de Áustria e Alejandro Farnesio, além das unidades de Apoio ao combate e Apoio Logístico ao combate.
A Legião (La Legión), antigamente chamada Terço de Estrangeiros (Tercio de Extranjeros), foi criada devido aos esforços pessoais do então major de Infantaria José Millán-Astray. O resultado desfavorável às armas espanholas nas guerras coloniais do Norte de África no início do século XX, provocou distúrbios em Espanha. Millán-Astray chegou à conclusão de que Espanha precisava de uma tropa de soldados profissionais, com uma moral e um “esprit de corps”, comparáveis aos da Legião Estrangeira Francesa. A Legião foi o resultado de este seu projeto pessoal.
História
A Legião foi criada por Decreto Real de 28 de Janeiro de 1920, sendo ministro da guerra José Villalba, com o nome de Tercio de Extranjeros (Terço de Estrangeiros, ou Regimento de Estrangeiros). O seu objetivo era enfrentar a dureza dos combates na guerra do Rif, em Marrocos, tal como os franceses haviam feito, em condições para as quais as tropas de recrutamento não estavam preparadas.
O primeiro comandante da Legião Espanhola foi o tenente-coronel de Infantaria José Millán-Astray Terreros, que seria quem deu a esta nova tropa seu estilo particular e criou a sua “mística”. Esta unidade enquadrava os estrangeiros que se ofereciam como voluntários ao Exército Espanhol, para lutar em Marrocos. A data em que se celebra a fundação da Legião, não é a da assinatura do decreto, mas a do alistamento do primeiro legionário, a 20 de Setembro de 1920.
Inicialmente o Tercio (regimento) compunha-se de um Estado-Maior de comando e administração e três Banderas (batalhões), cada uma com o seu estado-maior, duas companhias de atiradores e uma de metralhadoras. O então major Francisco Franco foi o comandante da Primera Bandera (primeira bandeira, ou primeiro batalhão) e adjunto de Millán-Astray.
O primeiro aquartelamento da unidade foi no quartel do Rei, em Ceuta, e os seus primeiros comandantes foram os tenentes-coronéis Millán-Astray, Valenzuela e Franco.
O “Tercio de Extranjeros”, que depois se chamou “Tercio de Marruecos” (Regimento de Marrocos) e depois “Tercio”, participou na Guerra de Marrocos, desde a sua fundação, em 1920, até ao fim da guerra, em 1927. Uma das suas ações mais relevantes deste período ficou conhecido como o desembarque de Alhucemas. Mais tarde, em 1934, o Tercio foi empregue para reprimir os levantamentos contra República Espanhola na Revolta das Astúrias.
O Tercio, finalmente chamado “La Legión” (A Legião), participa também na Guerra Civil Espanhola, entre 1936 e 1939, período no qual alcança o máximo dos seus efetivos, com 18 batalhões de infantaria, um batalhão de carros, um batalhão de engenharia e um grupo de operações especiais.
O Exército de África, sob o comando do tenente-coronel Juan Yagüe, teve uma participação muito importante na Guerra Civil pelo lado Nacionalista. O profissionalismo da Legião e das forças Regulares Indígenas, de Marrocos, deu aos Nacionalistas de Franco uma significativa vantagem inicial sobre as menos treinadas forças Republicanas. O Exército de África foi à ponta-de-lança de elite das tropas Nacionalistas durante a Guerra Civil. Depois da vitória de Franco em 1939, a Legião foi reduzida em efetivos e regressou às suas bases no Marrocos Espanhol.
Em 1943 foram dados nomes aos três Tercios que formavam então a Legião: o primeiro, Gran Capitán com sede em Tauima, na região de Melilla; o segundo, Duque de Alba com sede em Riffien, na região de Ceuta; e o terceiro, Don Juan de Áustria com sede em Krimda, na região de Larache. Em 1950 foi criado o quarto Tercio, em Villa Sanjurjo, atual Al Hoceima, com o nome de Alejandro Farnesio.
Em 1956 Espanha concede a independência a Marrocos, na sequência do Acordo de Rabat, todavia mantém a sua soberania sobre os territórios de Ifni e do Saara Espanhol. Para reforçar a guarnição aí estacionada e enfrentar os rebeldes do Exército de Libertação de Marrocos, chega a Ifni a I Bandera Paracaidista (1º Batalhão Paraquedista) e ao Saara Ocidental a XIII Bandera de La Legión (13º Batalhão da Legião), formado por uma companhia de cada Tercio que desembarcou na praia de Huisi Aotman e marchou até El Aaiún, capital do território, a 1º de Julho de 1956.
Em 1957-1958 a Legião participa na Guerra de Ifni em defesa dos interesses espanhóis nos territórios contra os ataques dos insurgentes marroquinos. Em Junho de 1957 reforça-se a presença da Legião, com o 4º batalhão a tomar posição em Villa Cisneros (atual Dakhla). Em Novembro de 1957 são atacadas as capitais dos dois territórios, Sidi Ifni e El Aiun, e imediatamente se executam as operações de socorro às posições cercadas. O 2º batalhão desembarca em Villa Bens, o 4º batalhão em El Aaiún e o 9º batalhão em Villa Cisneros. As hostilidades duraram até 30 de Junho de 1958 e as tropas espanholas, sós ou em coordenação com as forças francesas, venceram os combates.
Na batalha de Edchera, a 13 de Janeiro de 1958, o 13º batalhão e sofreu 20 baixas, entre elas perderam a vida o brigada (aspirante) Francisco Fadrique Castromonte e o cavaleiro legionário Juan Maderal Oleaga, que foram os últimos do Exército Espanhol a ser distinguida com a Cruz Laureada de San Fernando, a mais alta condecoração militar de Espanha por valor heroico.
Findas as hostilidades, os 1º e 2º Tercios retiram, até 1961, para os seus atuais aquartelamentos, em Melilla e em Ceuta, enquanto os 3º e 4º, com a experiência adquirida, desde 1958 passaram a formar os Tercios Saarianos “Don Juan de Áustria” e “Alejandro Farnesio”, compostos de duas Bandeiras, um Grupo Ligeiro de Cavalaria e uma Bateria de Artilharia Transportada. Em Junho de 1969, Espanha entrega pacificamente Ifni a Marrocos, pelo tratado assinado em Fez, e XIII Bandeira é dissolvida.
No início dos anos 70, os ventos da descolonização de África chegam ao Saara Espanhol. A 20 de Maio de 1973 dá-se o primeiro ataque da Frente Polisário, com um assalto ao posto da policia territorial do Poço de Janquel Quesat. O aumento destas ações hostis e a ameaça de Marrocos de ocupar o Saara Ocidental mobilizam A Legião, que não só tem que proteger a fronteira de possíveis agressões de Marrocos, como tem que zelar pela segurança da sua retaguarda perante as ações da Polisário.
A partir de 21 de Agosto de 1974 são enviadas unidades do 4º Tercio para o sector norte Saara e a 18 de Dezembro trava-se o combate de Tifariti, com a morte do sargento legionário Carazo Orellana.
O isolamento internacional em que se encontra Espanha na resolução do conflito, para o que defende a autodeterminação dos habitantes do território, e o delicado momento interno que vive, perante o precário estado de saúde do seu chefe-de-estado, o Generalíssimo Franco, são aproveitados por Marrocos para organizar a denominada “Marcha Verde”.
Cerca de 50.000 civis marroquinos estacionam frente aos campos de minas e posições defensivas situadas 10 km para dentro da fronteira. A situação força o governo de Madrid a estabelecer negociações que conduzem ao acordo de entregar a administração do Saara Ocidental a Marrocos e à Mauritânia.
Os cerca de 5.000 legionários posicionados no Saara apoiam a complicada evacuação e, com tristeza, abandonam o território entregando os seus magníficos aquartelamentos às forças marroquinas e mauritanas. A 27 de Novembro a 7ª Bandera entregava Smara, a 11 de Dezembro a 8ª Bandera e o GLS I deixam Sidi Buya, e a 9ª e 10ª Banderas abandonam o amplo aquartelamento de Villa Cisneros a 16 do mesmo mês. Apenas permanecem os Grupos Ligeiros Saarianos, que acabam de retirar de Villa Cisneros a 11 de Janeiro de 1976.
Em 1975, com a retirada espanhola do Saara Ocidental, o 3º Tercio passou a constituir a guarnição da ilha de Fuerteventura, continuando o 1º e 2º em Melilla e Ceuta, respectivamente. O 4º Tercio foi dissolvido, mas em 1981 foi criado de novo, ficando de guarnição em Ronda, na província de Málaga. Em 1995 foi criada a Brigada de La Legión Rey Alfonso XIII em Viator, na província de Almería, nas instalações da extinta Brigada de Infantaria de Reserva.
Nos anos 80 estava em perigo a existência da Legião. Manteve-se até à atualidade à custa de grandes mudanças no seu modo de recruta, no desaparecimento da sua “Escala Legionária de Oficiales y Suboficiales”, e outras particularidades do Corpo.
Depois de 1987 a Legião deixou de aceitar o alistamento de estrangeiros e passou a ser conhecida como Legião Espanhola. Na realidade, desde a sua fundação, a Legião teve sempre uma minoria de estrangeiros, sendo que grande parte deles eram latino-americanos de língua espanhola. Atualmente, assim como nas outras unidades do exército, admite voluntários hispano-americanos e guineenses.
Hoje em dia a Legião é uma unidade de elite de um exército moderno e profissional, treinado para qualquer tipo de operação de combate, em missão de paz ou em defesa da integridade e segurança nacional.
Mística Legionária
Desde as suas origens, a Legião promoveu sempre um culto no combate e um desprezo pela importância da morte. Pretende-se com isto minimizar o medo natural de morrer, favorecendo os atos heroicos necessários à sua missão inicial como tropas de choque profissionais. Grande parte deste objetivo atinge-se por um doutrinamento da tropa, que inclui a chamada “mística legionária”, simbolizada na sua forma última no Credo Legionário.
Alguns dos seus gritos de guerra desde os seus inícios, ainda hoje empregues, são: “¡Viva España! ¡Viva el Rey!,¡Viva La Legión!” (Viva Espanha! Viva o Rei! Viva A Legião!), “¡A mí La Legión!” (A mim A Legião!) e “¡Legionarios a luchar, legionarios a morir!” (Legionários à luta, legionários à morte!).
Denominações
• Tercio de Extranjeros (Terço de Estrangeiros) 1920-1925
• Tercio de Marruecos (Terço de Marrocos) 1925
• El Tercio (O Terço) 1925-1937
Cenários onde a Legião operou
• Guerra do Rif, de 1920 a 1927.
• Defesa de Melilla, em 1921.
• Desembaque de Alhucemas, em 1925.
• Revolta das Astúrias de 1934.
• Guerra Civil Espanhola, de 1936 a 1939.
• Guerra de Ifni, em 1957 e 1958.
• Defesa e retirada do Saara Ocidental, de 1973 a 1975.
• Missão humanitária na antiga Iugoslávia, em 1992.
• Missão de ajuda humanitária na operação “Amanhecer”, na Albânia, em 1997.
• KFOR - Força Internacional de Segurança para o Kosovo e Macedónia, em 1999.
• Guerra do Iraque, em 2003-2004.
• Missão internacional no Líbano integrada na UNIFIL (United Nations Interim Forces In Lebanon) a FPNUL (Força Provisória das Nações Unidas no Líbano) 2006-2007 e 2008.

• Missão Internacional Reconstrução do Afeganistão, no Afeganistão, ASPFOR XIX 2008.

Rússia está muito próxima de criar sua própria "Legião Estrangeira"

A Rússia está pronta para receber estrangeiros para servirem em suas Forças Armadas pela primeira vez. O Ministério da Defesa da Rússia tem uma proposta que visa a criação de uma Legião Estrangeira nos moldes da Legião Estrangeira Francesa, assim relata os meios noticiosos russos.

Segundo o plano, postado no site do Ministério da Defesa da Rússia nesta semana, os estrangeiros sem dupla nacionalidade seriam capazes de assinar um contratos de cinco anos. A cidadania russa seria concedida depois três de serviço.

Especialistas dizem que a mudança poderia abrir caminho para os cidadãos da CEI (Comunidade dos Estados Independentes) para obter caminho livre para a obtenção da cidadania russa, e assim combater os efeitos da crise demográfica da Rússia em seu atual sistema de recrutamento do exército. Atualmente, os estrangeiros só podem servir nas Forças Armadas da Rússia após a obtenção de um passaporte russo.

Dmitry Rogozin, representante russo na Otan, em Bruxelas, disse no microblog Twitter que “os estrangeiros são capazes de servir no Exército Russo”.

Rogozin saudou a notícia ao jornal Notícias de Moscou dizendo: “Deve haver uma legião estrangeira no exército e um recrutamento de estrangeiros com base em contrato.”

Mirando os russos étinicos

Há cerca de 25 milhões de russos étinicos nos ex-satélites da URSS e a Rússia sempre se interessou em recebê-los de volta, disse Rogozin, e acrescentou que esse plano era uma maneira para atrair esses russos étnicos.

“Eu acredito que os russos étinicos que residem fora da Rússia querem voltar e eles ficariam muito felizes em exercer funções no Exército”, disse Rogozin.

Dando a oportunidade para os estrangeiros também poderia se abrir o caminho para o recrutamento de soldados da Ossétia do Sul e da Abkházia, uma vez que os homens dessas duas regiões lutaram ao lado do Exército Russo na guerra de 2008 contra a Geórgia.

Alexander Golts, especialista militar e um ativista do movimento de oposição Solidarnost, disse que a medida era provável, uma vez que visa preencher a lacuna no serviço militar, devido à diminuição da população da Rússia.

“A Rússia está enfrentando uma lacuna demográfica no momento, e é duvidoso que seremos capazes de sustentar um exército de 1 milhão de homens no futuro”, disse Golts ao Notícias de Moscou.

Assuntos da Legião Estrangeira - O kepi branco


O kepi branco - O primeiro era de cor de cáqui, mas devido ao sol e com o tempo de uso, a cor acabava mudando para branca. A primeira aparição do Kepi, foi feita em 1939 no desfile de 14 de Julhio. Atualmente é utilizado a cor branca para o kepi (Kepí-blanc).

O quepe que os legionários de antigamente usavam com aquele pano cobrindo a nuca se chama COUVRE-NUQUE.
A Granada da Legião - Um símbolo de causar arrepios em seus inimigos. É considerada uma das melhores tropas de combate do mundo. Esta granada contém sete chamas onde existem duas para baixo e cinco para cima.
Cores - Derivam do segundo Batalhão Suíço de 1885. O verde e o vermelho eram as cores usadas pelos guardas suíços ao rei francês.
O verde significa esperança e o vermelho sacrifício.

O cinto azul - Desde o ano de 1882, uma faixa larga era usada na cintura para proteger alimentos no estômago, de tempo frio, de enfermidades e aos poucos, foi se tornando parte do uniforme
O uniforme de pioneiros - um avental de couro e um machado (durante as paradas os pioneiros desfilam primeiro e simbolizam a construção do carater dos legionnaires).
A marcha da Legião Estrangeira - o ritmo da marcha da legião estrangeira é muito lenta em relação à marcha do exército regular (da ordem 80-88 passos por minuto, de acordo com as diferentes canções).
Banquetes da Legião - Camerone (de batalha de Camaron), Natal (é por definição um ajuntamento familiar e como todo legionário é uma família, esta dada é comemorada com muita bebida e histórias. Todos os legionários passam juntos este dia).
Retificação (regularização sobre a situação militar):
Todo legionário se compromete em assumir responsabilidades com a Legião podendo ter um anonimato enquanto estiver nas fileiras. Este recurso é utilizado para pessoas que queiram mudar de nome( por algum motivo em especial), um novo nome lhe será dado. Mas, caso o legionário queira se casar, ele terá que restabelecer o nome (ter o nome de volta), terá que passar por um processo chamado de "retificação". É necessário ter 1 ano de serviço e acordo do OPSR para poder beneficiar deste procedimento (Isto só poderia com três anos de serviços. Mas este prazo caiu para 1 ano). Ser retificado é uma condição para ser naturalizado, ser casado, etc.




Até alguns anos atrás era proibido tirar fots na Legião Estrangeira devido ao passado de crimes de varios de seus membros que preferiam ficar no anonimato

Naturalização:
São admitidas demandas de naturalização após 3 anos de serviço, contanto a sua retificação de acordo com o BSLE.


Matrimônio:
Para se casar é necessário ter 5 anos de serviço, ser retificado, e ter pelo menos o posto de Cabo.

Civil segurando:
Civil segurando para ir dormir na cidade só será permitido a legionários com 5 anos de serviço ou com uma autorização especial (por exemplo mencione no título de permissão " que Segura o civil é autorisée",règlement depende ausse do regimento). Simples = Basta o regimento autorizar a sua saída para a cidade.

Vida em cidade:
A autorização para hospedar (ter residência) na cidade é entrege a legionários com 5 anos de serviço, e com uma regra: É necessário ter uma razão válida para se beneficiar (estar casado ou viver em coabitação/junto).


Considerações para abrir contas:
Ser retificado, então ter 1 ano de serviço mínimo, passar relatório ao chefe de unidade.


Carro:
Condições para poder comprar um carro: Ter 5 anos de serviço, ser retificado, para passar relatório ao chefe de unidade e estar usando bem o civil de licenças do motorista (fazer uma conversão licensa de soldado para carteira de motorista civil).

Telefone portátil:
Para ter um telefone celular, é necessário ser retificado e passar um relatório ao chefe de companhia, em geral não há recusa.


Tecnologia / equipamentos:
É necessário declarar ao escritório-regimental de companhia (seção de comando) todo o equipamento que queira possuir ou possui (computador, impressora, celular, etc.).


Durante os 5 anos do 1º contrato o legionário não pode vestir outra roupa senão a que lhe é fornecida pela Legião(até alguns anos atrás);
Elementos de apoio essenciais para a vida na Legião: 1º – refeição quente servida quando e onde quer que seja possível, 2º – stock considerável de pinard (vinho tinto do exército), 3º - acesso a companhia feminina geralmente saudável;
Nos finais do século XIX foram criados os BMC (Bordéis Militares de Campanha), para suprir “determinadas” necessidades dos legionários!!!;
Em toda sua história, passaram pela Legião Estrangeira mais de 670 mil legionários;
As coisas mais comuns associadas à Legião Estrangeira são Beau Geste, Gary Cooper, Laurel & H, Dien Bien Phu;
Oficialmente não há franceses na legião(os franceses que se alistão são postos como francos suiços, canadenses), com a excepção dos oficiais;


Atualmente 15% do contigente do 2ºREI é composto de brasileiros , sendo que os romenos e os suiços são os primeiro e segundo em número de membros.


A águia de Camerone foi entregue primeira vez aos regimentos estrangeiros, em Maio de 1862. o original é depositado na cripta do museu da Legião, perto da mão de madeiras do capitão Danjou. A sua história sobe Napoléon 1, que inspira-se junto à Roma antiga. As legiões romanas arvoravam a águia em cabeça de coorte nas batalhas ou desfiles, símbolo da sua pertença à uma legião. Hoje, uma cópia de bronze realizada em 1831 é confiada para um ano, à volta de papel, aos regimentos da Legião estrangeira, e recordada esta filiação.

Desde vários anos este emblema dourado ao ouro fim tornou-se tradicional o presente de partida oferecido por sob - oficiais da Legião ao general COM.

Foi o General Bernelle que introduzio o francês como idioma oficial na Legião Estrangeira durante a Guerra na Espanha.


Em 1870 pela primeira vez, incorpora igualmente nas suas filas voluntários à estatuto específico: os comprometidos voluntários pelo período da guerra (EVDG) para lutar contra a Prússia nas filas do Exército Loire e são derrotados.


O Quartel Vienót(1ºRE) tem esse nome por causa do General Vienót que morreu na guerra da Criméia enquanto comandava o 1ºREI.

Brasileiros em Operações pelo Mundo.: Entenda o que é o LUC - LEGER

Brasileiros em Operações pelo Mundo.: Entenda o que é o LUC - LEGER: Dentre os vários componentes que caracterizam a aptidão física de um indivíduo, a capacidade cardiorrespiratória tem sido considerada u...

Entenda o que é o LUC - LEGER


Dentre os vários componentes que caracterizam a aptidão física de um indivíduo, a capacidade cardiorrespiratória tem sido considerada uma das mais importantes, tanto para a grande maioria dos atletas das diferentes modalidades esportivas, como também para os indivíduos não atletas, que necessitam de uma atividade física como meio de promoção de saúde (1).

Na avaliação da capacidade aeróbica, tem-se utilizado basicamente a medida do consumo máximo de oxigênio (V02 max), que é a capacidade do indivíduo de captar, transportar e utilizar oxigênio a nível celular na unidade de tempo (44). Para a medida do V02 tem-se utilizado instrumentos
de medida como bicicletas ergométricas e esteiras (02, 04, 14, 32, 43, 44), bancos de madeira (05, 30) e testes
de correr ou caminhar em pista de atletismo (12, 21, 41), cuja validade e reprodutibilidade foram descritas principalmente em baterias de teste, por Safrit (42) e Buono et al (10). Os métodos diretos são os mais precisos, mas além do alto custo, há a necessidade de pessoal especializado para aplicação dos testes e de um tempo relativamente grande despendido com cada avaliado. Por estes inconvenientes, vários autores têm proposto técnicas indiretas mais simples (predições), de menor custo e que possam ser aplicadas a grandes populações. Existem limitações naturais de um teste indireto submáximo e a margem de erro de predição
do V02 pode variar de 10% a 20% (19), que poderá ser diminuída em parte se forem seguidas corretamente as padronizações, se forem aplicados os testes mais adequados a cada situação, levando em conta as características de cada indivíduo avaliado.

Os testes de pista e campo têm sido utilizados na avaliação de grandes grupos, devido à simplicidade de sua aplicação e ao pequeno tempo despendido para cada avaliação.

Luc Léger & Lambert (22) levando em conta que o V02 aumenta proporcionalmente com a velocidade de corrida, propuseram o “20 m Shuttle-run test” ou “navette de 20 m”, aqui denominado teste aeróbico de corrida de Vaie-Vem de 20 m.
Após a publicação do estudo de Léger e Lambert (22), outros estudos foram realizados por Léger e seus colaboradores, para o aprimoramento do teste e estabelecimento de normas para escolares e jovens (23, 24, 25, 26,27, 28). Outros autores já mostraram a validade do teste em predizer o desempenho em provas de 5 e 10 km (36, 40).

Diversos estudos se preocuparam em verificar a validade do teste, tanto em crianças, adolescentes e adultos,
principalmente canadenses e européias (18, 22, 26, 27, 32, 33, 34, 37). Na tabela 1 podem ser observados estudos, em ordem cronológica, sobre as correlações (r) encontradas entre medidas diretas de V02 e as obtidas no teste aeróbico de corrida de Vai-e-Vem de 20 m (validade concorrente).

Os valores de correlação são altos e significantes, variando de r=0,51 a 0,91.

TABELA 1. Validade do teste aeróbico de corrida de Vai-e-Vem de 20 m.
Léger e Lambert (22) (adultos) r=0,84
Gadoury e Léger (18) (adultos) r=0,91
van Mechelen et al.(31) (crianças) r= 0,76
Gadoury e Léger (18) (adultos) r= 0,90
Prat et al (39) (adultos) r= 0,78
Paliczka et al (36) (adultos) r= 0, 93
Rambsbotton et al (40) (adultos) r= 0,96
Poortmans et al.(37) (adultos e crianças) r= 0,72
Léger et al.(26) (crianças) r= 0,71
Armstrong et al (03) (meninos) r=0,54
Léger e Gadoury (27) (adultos) r= 0,90
Liu et al (29) (adolescentes) r=0,65/0,51
Cunningham et al (13) (adolescentes) r=0,88
McVeigh et al (31) (crianças) r= 0,65/0,60

Os resultados são considerados bons pelos autores, levando em conta a margem de erro de todo teste indireto. Léger et al. (26) lembram que a menor validade para os grupos de crianças, quando comparados com adultos, deve-se a grande variação individual na idade biológica, e por isso levaram a idade cronológica em consideração na equação de predição do consumo máximo. Quanto ‘a reprodutibilidade, também foram feitos vários estudos em diferentes populações (22, 26, 27,29), inclusive em crianças brasileiras (15).

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Na tabela 2 pode-se verificar que a reprodutibilidade foi alta em todos os estudos, mostrando que o teste pode ser aplicado e reaplicado num curto período de tempo e os resultados serão muito similares.

TABELA 2. - Reprodutibilidade do

teste aeróbico de corrida de Vai-e-Vem de 20 m.

Léger et al (22) r = 0,80 (adultos)
Léger et al (26) r = 0,89 (crianças)
Léger et al. (27) r = 0,95 (adultos)
Duarte et al. (15) r = 0,91 (crianças paulistas)
Liu et al. (29) r = 0,93 (adolescentes)

Pelos trabalhos já publicados pode-se inferir a grande aplicabilidade deste teste, principalmente em escolares (7, 10, 33, 46) em sedentários e mesmo em atletas de quadra como voleibol, basquetebol, handebol, com o objetivo de se medir a aptidão cardiorrespiratória, onde não exista uma pista ou espaço muito amplo e que existam várias pessoas a serem mensuradas e avaliadas por apenas um professor.

Tem ainda a vantagem de possuir 21 estágios, com dificuldade progressiva, onde pode-se medir e avaliar ao
mesmo tempo pessoas que tenham baixa, média ou grande capacidade cardiorrespiratória. Este teste já faz parte de baterias de teste importantes em outros países como EUROFIT (11,17), FITNESSGRAM, conhecido como PACER (45), onde tem sido aplicado na Europa e nos EUA na avaliação de escolares, como também pela Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) para seleção de árbitros. No entanto, este teste ainda é pouco conhecido no Brasil e apenas um estudo foi publicado por Duarte et al (15).


Objetivo do estudo

Determinar a validade concorrente do teste aeróbico de corrida de Vai-e-Vem de 20 m., como indicador do consumo máximo de oxigênio, em uma amostra de indivíduos adultos, de ambos os gêneros.



Metodologia

Em virtude do estudo requerer a presença das pessoas estudadas em duas ou mais ocasiões, conseguiu-se através de várias tentativas uma amostra de 48 pessoas voluntárias, com idades compreendidas entre 15 e 25 anos no grupo feminino e de 21 a 43 anos no grupo masculino. O grupo, após ter assinado o Termo de Consentimento para participar no estudo, foi submetido a teste de esforço máximo em esteira e em campo.

Os testes de esforço foram realizados pela manhã, sendo o teste em esteira no Laboratório de Esforço Físico -
LAEF e o teste aeróbico de corrida de Vai-e-Vem de 20 m., num ginásio de esportes coberto, do Centro de Desportos, da Universidade Federal de Santa Catarina. Todos os sujeitos responderam a uma anamnese de saúde, para possível detecção de problemas mais sérios de saúde, antes de iniciarem o teste de esforço na esteira. A seguir eram mensurados a massa corporal (kg), estatura (cm) e pressão arterial (PA), seguindo-se então um período de repouso de 20 minutos; na seqüência era mensurada novamente a PA em repouso, era colocado um monitor de freqüência cardíaca, da marca Polar Night Vision, para monitoramento dos batimentos cardíacos (FC-bpm) em repouso, no esforço e na recuperação. Depois disso eram colocados todos os dispositivos do equipamento de consumo de oxigênio direto e em seguida se iniciava o teste de esforço, que durava em média de 8 a 12 minutos. O teste era progressivo, máximo, em esteira rolante marca Funbec (protocolo de Bruce), seguindo as recomendações tanto de Binkhorst et al. (8), quando se estava avaliando as mais jovens, quanto de Howley et al. (20), fazendo-se a medida direta do pico do VO2 max., via utilização
do aparelho AeroSport TEEM 100. A validade do AeroSport TEEM 100 já foi demonstrada por Windeman
et al. (47) e Novitisky et al. (35), que encontraram uma correlação de r= 0,96 entre os dados obtidos no TEEM 100 e o Sensormedics, aparelho de grande porte e precisão, largamente usado em pesquisas pelo mundo.


Durante o teste na esteira colhiam-se informações sobre o VO2 a cada 30 segundos, PA, freqüência cardíaca, volume expiratório e quociente respiratório, todos resgatados de uma impressora e computador acoplados a esteira.

Os critérios para se estabelecer o pico de VO2 max. foram os recomendados por Howley et al (20): quociente
respiratório maior que 1,00, freqüência cardíaca máxima estimada (220-idade) atingida no teste de esforço e não aumento do V02 maior que 150 ml entre os últimos minutos de exaustão do avaliado.
Após 10 dias do teste de esforço na esteira, o avaliado voltava para a realização do teste aeróbico de corrida
de Vai-e-Vem de 20 m. Para a realização do teste foram necessários os seguintes itens: local plano de pelo menos 25 metros, toca fitas, fita cassete do teste, 4 cones, fita crepe, cronômetro, placar com número de voltas, folhas de anotação e monitores de freqüência cardíaca. Este teste pode ser aplicado para grupos de 6 a 10 pessoas, que correndo juntas num ritmo cadenciado por um fita gravada especialmente para este fim, devem cobrir um espaço de 20 metros, delimitado entre 2 linhas paralelas (Figura 1). A fita emite bips, a intervalos específicos para cada estágio, sendo que a cada bip o avaliado deve estar cruzando com um dos pés
uma das 2 linhas paralelas, ou seja, saindo de uma das linhas corre em direção a outra, cruza esta com pelo menos um dos pés ao ouvir um “bip” e volta em sentido contrário (Tabela 3). Na fita, o término de um estágio é sinalizado com 2 bips consecutivos e com uma voz avisando o número do estágio concluído. A duração do teste depende da aptidão cardiorrespiratória de cada pessoa, sendo máximo e progressivo, menos intenso no inicio e se tornando mais intenso no final, perfazendo um total possível de 21 minutos (estágios). É interessante relatar no entanto que, no decorrer deste estudo e após outras práticas com este teste, nenhum dos autores deste artigo teve a oportunidade de ver algum dos avaliados ultrapassar o estágio 13, mesmo considerando, por exemplo, ter se avaliado atletas de muito boa condição cardiorrespiratória como maratonistas, outros fundistas e até atletas de triátlon.


1 Espaço físico para aplicação do teste

No primeiro estágio a velocidade é de 8,5 km/h, que corresponde a uma caminhada rápida, sendo acrescida de 0,5 km/h a cada um dos estágios seguintes. Cada estágio tem a duração de aproximadamente 1 minuto. Em cada estágio são realizadas de 7 a 15 idas e vindas de 20 metros. O ajuste de velocidade pela pessoa é facilmente conseguido em 2 ou 3 idas e vindas. Uma distância de 2 m, antes das linhas paralelas, é a área de exclusão (limítrofe) do teste, ou seja, toda pessoa que estiver antes dessa faixa ao som do “bip”, será avisada, para acelerar a corrida, mas se ela não conseguir acompanhar mais o ritmo, será então excluída do teste, ou seja, o teste termina quando o avaliado não consegue mais seguir o ritmo imposto pela fita. O último estágio atingido deve ser anotado, para se obter o V02 em ml/kg/min, através das equações publicadas por Léger et al (26) que estão descritas na tabela 4.

TABELA 3: Especificações para realização do teste

TABELA 4: Equações de predição do VO2 max. em ml/kg/min no
teste aeróbico de corrida de Vai-e-Vem de 20 m


Estágios
N.º
Velocidade (km/h)
Tempo entre os BIPs (por segundos)
N.º Idas/voltas (estágio completo)
1 1. 8,5 9,000 7
2 2. 9,0 8,000 8
3 3. 9,5 7,579 8
4 4. 10,0 7,200 8
5 5. 10,5 6,858 9
6 6. 11,0 6,545 9
7 7. 11,5 6,261 10
8 8. 12,0 6,000 10
9 9. 12,5 5,760 10
10 10. 13,0 5,538 11
11 11. 13,5 5,333 11
12 12. 14,0 5,143 12
13 13. 14.5 4,966 12
14 14. 15,0 4,800 13
15 15. 15,5 4,645 13
16 16. 16,0 4,500 13
17 17. 16,5 4,364 14
18 18. 17,0 4,235 14
19 19. 17,5 4,114 15
20 20. 18,0 4,000 15
21 21. 18,5 3,892 15
pessoas de 6 a 18 anos; y = 31,025 + 3,238 X - 3,248 A + 0,1536 AX.
pessoas de 18 anos ou mais; y = - 24,4 + 6,0 X

onde
y= V02 em ml/kg/min.;
X = velocidade em km/h (no estágio atingido);
A= idade em anos.

Para este estudo as pessoas foram avaliadas em grupos de 3. Implementou-se para o teste, um placar indicador manual, do número de voltas já realizadas, como sugerido por Boreham et al (9). Cada um dos avaliados correu com um monitor de freqüência cardíaca -Polar Night Vision- para registro dos batimentos cardíacos durante e após o teste.

A fita cassete utilizada foi cedida pelo próprio Prof. Dr. Luc Léger, da Universidade de Laval, Canadá.

É importante lembrar que, antes da marcação da área de teste de 20 metros, deve-se fazer a aferição da velocidade do tocafitas, segundo um período padrão de um minuto, que existe no início das instruções da fita, usando-se também um cronômetro.


Caso o toca-fitas esteja mais lento ou mais rápido (± 5 segundos de erro) do que o período padrão da fita, a distância do teste deve ser ajustada segundo uma tabela.


Antes do teste foi permitido aos avaliados um período de treino, para adaptação ao ritmo imposto pela fita.
Todas as pessoas eram estimuladas a chegar ao máximo.
No final do teste de cada sujeito registrou-se o estágio que havia sido atingido e a freqüência cardíaca máxima registrada no teste. Para o cálculo do VO2 estimado no teste de campo recorreu-se à equação publicada por Léger et al. (26), já apresentada na tabela 4. Os dados foram analisados através de estatística descritiva e do teste t de Student e Correlação de Pearson, sendo utilizado o nível de p<0,01 como nível de significancia estatística.


Resultados e discussão

A tabela 5 contêm os resultados médios e desvio padrão dos grupos feminino e masculino, das variáveis freqüência cardíaca de esforço e VO2 max. em laboratório e em campo. Pode-se notar que os dois grupos realizaram testes realmente máximos, pois as freqüências cardíacas (FC) médias foram elevadas, quase idênticas às estimadas para a idade e similares entre as duas situações. Pode-se notar também que não houve diferença significante entre as duas FCs, em ambos os grupos. Foi interessante notar que o grupo masculino apresentou em média FC de esforço maior no teste de campo, do que no laboratório. Um quociente respiratório maior do 1,00 no teste de esforço foi alcançado por 92% dos avaliados.

Quanto ao VO2 max. pode-se observar também uma similaridade entre os valores obtidos em laboratório e em campo, em ambos os grupos, não sendo as diferenças significantes (Tabela 6). Cabe ressaltar que, levando em conta as diferenças individuais nos valores de VO2 max. (método direto e predito), as variações foram em média 8,84% (3,5 a 18,7%) no grupo feminino e de 9,06% (2,9 a 18,7%) no grupo masculino.

TABELA 5: Freqüência Cardíaca (FC) nos testes

Tabela 6. – Valores do VO2 max (ml/kg/min
mediante medidas diretas e estimadas pelo teste aeróbico de corrida de vai-e-vem de 20 m
Através do coeficiente de correlação Pearsoniana
(p<O,01) entre os dois valores de V02 obtidos determinouse a validade concorrente neste estudo. Na tabela 7 são apresentados os coeficientes de correlação encontrados. Os resultados apontam para uma validade concorrente aceitável para ambos os grupos.

Tabela 7 Validade Concorrente – VO2 max direto X VO2 max. predito - Correlação de Pearson (r) e Coeficiente de Explicação (r2)
Homens r (16;001=0,590) = 0,75** r2= 56,3%
Mulheres r (22;001=0,515) = 0,73** r2=53,3%
Considerando os resultados obtidos de correlação, no grupo mais jovem deste estudo, pode-se verificar que em outros pesquisas também foram observados valores de correlação próximos aos aqui encontrados (3, 7, 9, 13, 29, 31, 37, 38, 45).

No estudo de Armstrong et al (3) ao avaliarem 77 meninos de 11 a 14 anos encontraram um r= 0,54 (p<0,O1), que apesar de ser significante, tinha uma variância em comum de 29%, o que é praticamente a mesma relatada em outros testes de campo e testes de VO2 max. Quarenta e oito adolescentes foram avaliados (22 meninos e 6 meninas) por Liu et al. (29) com o mesmo objetivo anteriormente citado e os resultados foram de r=0,65 para os meninos e r=0,51 para meninas.

McVeigh et al. (31) analisaram também a validade concorrente do teste em questão em 33 crianças de 13 e 14 anos (15 meninos e 18 meninas) e a correlação encontrada para meninos e meninas foi de r= 0,60 e 0,65, respectivamente.

Cunningham et al (13) analisaram a relação entre o teste de milha, o teste de teste aeróbico de corrida de vaie- vem e um teste max. em esteira, em 30 adolescentes (15 meninos e 15 meninas). Encontraram um r=0,88 entre o teste direto utilizando o aparelho COSMED K2 e o teste aeróbico de corrida de vai-e-vem.

Numa posição de não recomendação do teste esta a pesquisa de Dyson et al. (16). Foi estudado o quanto o teste aeróbico de corrida de vai-e-vem poderia predizer o VO2max. em um grupo de crianças (9 meninos e 10 meninas).
Encontraram um r= 0,58, que apesar de modesto, foi significante, mas o teste não recebeu uma recomendação
dos autores como forma de predição do VO2 max. Com relação a correlação obtida neste estudo entre o VO2 direto e o VO2 estimado pelo teste aeróbico de corrida de vai-e-vem, no grupo de maior idade, pode-se notar que os dados obtidos são semelhantes aos de Poortmans et al (37) r=0,72 e de Prat et al (39), que pesquisando 10 alunos do curso de Educação Física, encontraram uma correlação de 0,776. Por outro lado os achados deste estudo (0,75 e 0,73) são mais baixos que os obtidos por Léger & Gaudory (27) r=0,90, Ramsbotton et al
(40) r=0,96, Paliczka et al (36) r=0,93 e Gadoury & Léger (18) r=0,904.

Vale a pena comentar sobre alguns estudos que enfocaram a reprodutibilidade do teste aeróbico de corrida de vai-e-vem, mesmo considerando grupos de diferentes faixas etárias. Em 1990 Duarte et al (15) tendo como amostra um grupo de 41 escolares paulistas, do gênero masculino, de 10 a 14 anos, encontraram um valor bastante alto (r=0,91). Esses resultados são bem próximos aos de Liu et al (29), que pesquisaram a reprodutibilidade do teste em 12 homens e 8 mulheres e obtiveram um valor também elevado de r=0,93. Já Vincent et al (45) referiram valores mais baixos, sendo de

r=0,79 para meninos (n=29) e r=0,75 para meninas (n=22).

FC Max estimada
FC Max Esteira
FC Campo
t calculado
Dif. %
Homens X e DP 188,0±6,2 181,9±7,4 187,1±10,1 -2,27 NS 2,9
Mulheres X e DP 200,0±4,4 192,1±8,3 189,9±13,1 -0,83 NS 1,1

VO2 Max.
Direto VO2 Max.
Estimado t
Calculado Dif. %
Homens X e DP 47,8 ±6,5 46,8±4,3 0,63 NS 1,9
Mulheres X e DP 40,2 ±6,0 39,8±3,8 0,34 NS 1,0


Conclusões

Pode-se concluir que o teste aeróbico de corrida de vai-e-vem de 20 m apresentou neste estudo uma validade concorrente aceitável para este grupo de adultos, de ambos os sexos.
As diferenças não significantes entre as FCs nos testes de esteira e de campos são evidências concretas de que o estímulo aeróbico foi semelhante em ambas as situações.
Como comentário final pode-se afirmar que o teste aeróbico de corrida de vai-e-vem é um teste simples, que permite ser aplicado a pessoas de diferentes condições cardiorrespiratórias, que em termos educacionais é válido, pois leva o avaliado a conhecer seu corpo em situação de esforço máximo, levando ao conhecimento da sua limitação fisiológica naquele momento, algo que muitas pessoas jamais experimentam durante toda uma vida.
Sugere-se assim, que outros estudos sejam feitos sobre este teste, principalmente na população escolar, devido
à carência de testes de campo validados no Brasil, que possam ser aplicados em quadra poliesportiva, haja vista a restrição de espaços físicos cada vez maior para o profissional da Educação Física.


Link para escutar a cadencia e o som dos Bips utilizados no teste Luc Leger da Legião.

http://fr.wikipedia.org/wiki/Test_de_Luc-L%C3%A9ger

segunda-feira, 21 de março de 2016

HISTORIAS e CURIOSIDADES


A maior parte dos textos que se seguem nessa seção é por pura curiosidade, pois eles não acrescentam em nada as informações que alguém possa necessitar para engajar-se na Legião Estrangeira. Mas como saber nunca é de mais, coloquei alguns fatos históricos e diversas curiosidades.

Um pouco de história
Durante o século 19 a Europa vivia um momento difícil com guerras e revoluções por todos os lados, o rei Luis Felipe viu então um momento propicio para a criação de uma legião composta de voluntários estrangeiros em 9 de março de 1831 ele assina um decreto para a criação da Legião Estrangeira Francesa que inicia suas atividades oficiais em 10 de março de 1831(isso foi apenas formalidade, pois a Legião já havia sido formada e treinada meses antes) no inicio era apenas formada por batalhões de engenharia. O Rei Luis Felipe não queria a localização da Legião na metrópole o lugar mais propicio foi à cidade fortificada de Sidi-Bel-Abbes nos limites do Saara.

O batismo de fogo foi no dia 27 de abril de 1832, durante operações do 3ºBatalhão na Argélia, coube aos alemães e suíços essa honra, em novembro daquele ano a Legião enfrentaria um novo oponente Adl El-Kader (que combateu pela liberdade da Argélia) na batalha de Sidi-Chabal.
Durante a revolução Carlista (1835 a 1839) na Espanha a Legião enfrentou duras batalhas e quase se viu extinta, dos 4500 homens (todo o efetivo) enviados para o combate apenas 500 voltaram, foi durante essa luta que a Legião recebeu a divisa HONNEUR ET FIDÉLITÉ e saíram com status de tropa de elite.

Nenhuma força de elite está cercada de uma imagem mais romântica e nem foi objeto de tantos enganos e mitos como a Legião Estrangeira francesa. Criada em 1831 para atuar na conquista da Argélia, teve seus primeiros anos conturbados pelas freqüentes guerras contra os árabes, pela indisciplina de seus componentes e pelos conflitos internos. Reformulada em 1835, lutou no norte da África, na Criméia (1854/56), na Itália (1859), na Guerra Franco-Prussiana (1870) e em muitas campanhas coloniais. Teve um papel importante nas duas guerras mundiais, consolidando a sua reputação. Na Primeira Guerra (1914/18) perdeu 115 oficiais e 5.172 legionários e seu Regimento de Marcha foi o mais condecorado do Exército francês. Na Guerra da Indochina, na célebre Batalha de Dien Bien Phu, sete batalhões da Legião foram subjugados pelo Vietminh, sem jamais se renderem. Em seguida atuou mais uma vez na Argélia e na crise do Canal de Suez, no Egito, em 1956. A Legião sempre desempenhou bem o seu papel de defender os interesses da França junto às suas colônias na África, no Pacífico e no Caribe.
Atualmente a Legião Estrangeira existe como uma força de todas as armas, bem organizada e equipada com armamento padronizado do Exército francês. Divide-se em regimentos de dez companhias, algumas especializadas (reconhecimento, morteiros, blindados leves, etc). Destes o mais conhecido é o 2º Regimento Estrangeiro de Pára-quedistas, baseado na Ilha de Córsega, no Mediterrâneo, com quatro companhias de combate, que se orgulha de poder montar uma operação para qualquer parte do mundo em apenas 24 horas. O uniforme dos legionários segue o padrão das demais unidades francesas, acrescido do famoso quepe azul envolto num pano branco (para proteção contra o sol e a areia do deserto), com a parte de cima vermelha e emblema dourado. Para combate usa-se o camuflado padrão, normalmente com boinas.

Guerra da Criméia
Em 1853 Nicolau 1 iniciou um ataque com o intuito de tomar Constantinopla, ele se julgava senhor da Europa e classificou essa ação como "ataque ao homem doente” (uma referência ao decadente império Otomano), os Turcos pediram o auxilio de França e Inglaterra que prontamente atenderam, mais tarde viria à Itália.
Os franceses e ingleses que desembarcaram nos balcãs enfrentaram a cólera. O exército de Menchnikov foi derrotado em Alma como não havia cavalaria foi impossível a perseguição ao exército do príncipe. Em 1855 os aliados já tinham a iniciativa do combate e passaram a lutar por Sebastopol, batalha que durou um ano, durante os combates corpo-a-corpo houve vários momentos de valentia por parte dos legionários.
Em abril de 1856 todos os legionários que lutaram na Criméia foram naturalizados franceses.

Jean Danjou
Quando criança durante um almoço Jean Danjou ficará muito impressionado com um dos oficiais que não parava de falar sobre seus feitos na África, ele ficou admirado com aquilo e passou a se empenhar no intuito de ser tornar militar. Com 20 anos havia se diplomado na Escola de Cavalaria de Saint-Cyr, aos 25 anos depois de entrar no 2ºRegimento Estrangeiro, começou a se destacar na campanha da Criméia, durante a Batalha de Sebastopol amputaram sua mão esquerda o que não impediu que ele monta-se cavalos e seguise a carreira militar.



A Batalha de Camerone
A Legião é envolta por uma aura quase mítica graças a eventos ocorridos no México, mais precisamente em 30 de Abril de 1863. Uma pequena companhia comandada pelo Capitão Danjou, formada por 62 soldados e 3 oficiais, os legionários usavam sombreiros e deixavam os quepes amarrados à mochila, foi atacada por 3 batalhões mexicanos, compostos por infantaria e cavalaria, comandados por um coronel de nome Milan, forçando-os a se defender na Hacienda Camerone, um casarão foi o palco da batalha. Apesar de estarem em completa desvantagem, lutaram até o fim(resistiram por 10 horas e 30 minutos, durante o tempo em que resistiram foi o suficiente para que 60 carroças e 150 mulas escoltadas por duas companhias de legionários chega-se até Puebla, aqueles suprimentos consistiam em peças de artilharia, medicamentos, víveres e francos franceses. A missão de Danjou consistia em segurar os mexicanos custasse o que custasse. Mesmo diante dos apelos de rendição Danjou e seus homens recusaram-se a se render, quando convenceu seu sub-tenente Vilain em ir até o fim já tinha se decidido em morrer pela França. Percebendo que o comboio ia se distanciando Milan disse: " non sun hombres, sun demônios"(não são homens, são demônios).
Danjou foi mortalmente ferido na cabeça(a fontes que dizem que foi no peito, Vilain que assumiu o comando teve o mesmo fim) durante a batalha, e seus últimos homens(quatro legionários) executaram um último ataque com suas baionetas e foram mortos. Restando apenas dose legionários, os soldados mexicanos ofereceram a eles uma oportunidade de rendição, que eles só aceitariam se pudessem voltar para sua base com sua bandeira e o corpo de Danjou. Milan concordou com as condições dos franceses.
Do lado mexicano morreram 300 homens, fora os que morreram depois vitimas de ferimentos. No dia seguinte quando os franceses foram enterrar seus mortos encontraram um legionário vivo le tambour(tocador de tambor)de nome Lai que tinha em seu corpo 7 ferimentos a lança 2 a bala, quase que ele foi enterrado por engano junto com os mortos, posteriormente Lai foi condecorado com a cruz da "Légion d' Honneur" os relatos de Lai sobre Camerone foram incríveis.
Em decorrência dessa batalha Napoleão 3 colocou em todos os regimentos estrangeiros a inscrição "Camerone 1863". Todos os militares franceses passaram a fazer a apresentação de armas quando passavam pelo local da batalha em gesto de homenagem. Em 1892 construíram um monumento em latim dizendo: "Eles foram, aqui, menos de sessenta, opostos a todo um exército que lhes destruiu a vida antes que a coragem abandonasse seus soldados franceses".
A prótese da mão esquerda que Danjou usava encontra-se no museu da Legião Estrangeira, na festa de Camerone ela é levada pelo oficial superior e passa na frente de todos. Dizem que: "Camerone é o mais alto símbolo da virtude militar". Hoje em dia, o Dia de Camerone é um dia muito importante para a Legião, celebrado por todos os legionários não importando onde estejam. São feitas grandiosas paradas e suntuosos banquetes.


Carta de Criação da Legião Estrangeira
Pontos principais da carta escrita pelo Rei Louis:

Louis Philippe, Roi des Français. Ordennance du 10 Mars 1831 A tours, présents et à venir, salut. Sur le rapport de nobre Ministre, Secrétaire d’Etat au Département de la Guerre, Nous avons ordonné et ordonnons ce qui suit: II sera formé une légion compossé d’etrangers. Cette Légion prenda la dénomination de Légion Etrangère.
Paris, 10 de Março de 1831.


O QUE É UMA LEGIÃO ESTRANGEIRA
Uma legião estrangeira é um destacamento militar criado por um país que é formado por voluntários estrangeiros. Uma vez que seus membros estão sempre em serviço, eles não seguem a mesma estrutura de um regimento padrão.

Muitos países possuíam destacamentos desse tipo antes do século XX, como por exemplo, a "King's German Legion" (Legião Germânica do Rei) da Grã-Bretanha. Atualmente, apenas a Espanha e a França mantêm legiões estrangeiras, sendo que apenas a última continua aceitando novos voluntários, sendo a mais famosa de todas. Normalmente, usa-se Legião Estrangeira para se referir à legião estrangeira francesa.


Em 1830 Carlos X é deposto e as tropas estrangeiras que estavam sobe seu controle passaram a ser controladas por Luiz Felipe de Orleans que as transformou na Legião Estrangeira Francesa em 1831.


A Legião Estrangeira é considerada uma tropa profissional, tem muitas tradições e muitas historias para contar, boas e más....
A maior parte de seus Quartéis estão situados no sul da França mas também tem alguns espalhados pelo mundo.(Djibuti,Guiana Francesa,e Mayotte).
As cores da bandeira da Legião são o Verde e Vermelho, a boina é verde e tem o "Képi Branco" utilizado em comemorações e faz parte do uniforme de saída.
A Educação do Legionário tem como base o "Código de Honra do Legionário"

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